quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Comer bem também pode ser divertido


Drinques moleculares, que estouram na boca, para começar a noite.


O chef Fabio Mattos e o Bulgogi.
É tudo muito divertido. Cada prato ganha apresentação especial do chef, que explica seus “efeitos especiais” e a melhor maneira de digeri-lo. Mas não prendem apenas pelo inusitado da apresentação ou da textura. São também muito saborosos, o que garante uma noite de bom paladar e bom humor.

Mas ninguém imagina que tudo isso possa acontecer lá dentro. Primeiro, pelo nome do restaurante, Poco Tapas, que tem tudo para ser uma casa espanhola, não é certo? Pelo menos foi o que pensei de início, embora já tivesse lido que o chef transitava bem na área da cozinha molecular. O segundo ponto é a fachada, com letras escuras sobre a parede escura, passando praticamente despercebida a quem passa por aquele trecho da Avenida Vicente Machado. Não fosse um pequeno outdoor ao lado e seria praticamente impossível descobrir a existência de um restaurante funcionando ali naquele imóvel – os vidros das janelas são recobertos por película que não permitem visualizar o que acontece lá dentro.

Mas essa primeira impressão se desfaz já no contato de boas-vindas dos garçons e na apresentação do cardápio. Nada de espanhol, apenas a ideia de aproveitar a definição de “tapas” como oferta de porções e “poco” por serem razoavelmente pequenas, a permitir a escolha de várias delas durante a refeição – foi a explicação. O cardápio é bem diversificado e varia sempre, conforme a oferta de ingredientes no mercado. Na dúvida (e na melhor das opções, conforme se percebe depois), a recomendação é pedir o Menu Degustação (R$ 80), uma sequência de dez pratos (ou tapas, conforme a denominação da casa), desde o primeiro petisco de entrada até a sobremesa.

Para beber? A casa dispõe de uma curta e bem arranjada carta de vinhos (com rótulos exclusivos para Curitiba, clientes únicos que são de uma importadora paulista), mas a oferta da sangria é irresistível. A princípio não sou dos maiores apreciadores da bebida espanhola, sempre acho meio aguada e com as frutas sem sabor. Acontece isso quando é feita na hora, o que não ocorre com a sangria do Poco Tapas, que tem as frutas maceradas por mais de um dia no vinho cabernet sauvignon, com um toque de licor de laranja. O resultado é uma bebida muito saborosa, densa, não muito doce e que acompanha bem os pratos. O copo é grande e custa R$ 10.

Antes de vierem os pratos, um pãozinho, Pão de feijoada com molho pesto. E com gosto de feijoada mesmo. E dois drinques, escolhidos entre as propostas do dia. Drinques sólidos, ou quase isso, conforme explicou a garçonete. Um deles era o Martini de nutella com esferificação de licor de laranja, uma esfera contendo Curaçao blue dentro e que veio servida em uma colher sobre um pó de nutella. Na boa, pressionada, a esfera explode e os sabores se misturam. O outro drinque tem o mesmo princípio e se chama Shot baiano, uma esfera de licor de menta dentro de um copinho com água de coco e limão. Ambos deixaram boa impressão.

Para ler o post completo, com fotos e descrição de todos os pratos, clique no novo endereço do blog, aqui.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Celso Freire cozinha por três noites no Empório Santa Genoveva

Atenção, atenção: preparem suas papilas gustativas! Celso Freire está cozinhando de novo. Pelo menos por alguns dias, mas já é o suficiente para matar o desejo de saborear aquilo tudo de bom que nosso mais conceituado chef costuma criar.
Longe da rotina diária de um restaurante próprio (mas sempre deixando no ar a possibilidade de voltar a comandar uma cozinha diária), o premiado cozinheiro tem participado de eventos pontuais, sempre muito concorridos, na proporção exata do que representa para todos nós (o mais recente havia sido no Vindouro, em junho - confira a postagem). E não deverá ser diferente nesse novo encontro, a partir de amanhã, no Empório Santa Genoveva.
Serão três dias (21, 22 e 23) do que foi denominado Festival Chef Celso Freire Santa Genoveva, com a proposta de oferecer uma nova interpretação dos pratos da casa, na versão preparada por Freire, mas seguindo a proposta do empreendimento.
O Festival começa nesta quarta-feira (21), às 20h, com o jantar preparado por Celso Freire e harmonizado pela enóloga e sommelière Sonia Petri. O primeiro dia de evento será marcado pelo lançamento da nova carta de vinhos do Santa Genoveva. O conceito é o grande diferencial da nova carta, concebida de acordo com a tipicidade dos vinhos, entre tintos, brancos, rosés, champagnes, espumantes, vinhos de sobremesa e fortificados. Não foi considerada a divisão de países, para permitir ao cliente uma visão geral, com vinhos de velho e novo mundos agrupados. A carta também possui uma introdução de uvas, explicando o que estas podem conferir ao vinho e como harmonizar um vinho como esta uva.
A nova carta passou de uma centena de vinhos para mais de 300 rótulos atingindo os mais importantes mercados produtores como Israel e Líbano. Entre os destaques da nova carta estão os grandes Borgonhas como Chevrey Chambertin, o Casa Ferreirinha também em versão magnum, e o Champagne Louis Roederer.
Nos outros dias haverá opções flexíveis do cardápio para escolher, com sugestão de harmonização para todos os pratos com os vinhos disponíveis na carta.

Confira os cardápios completos, com os vinhos de harmonização, clicando aqui.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Aberto oficialmente o Alfredo (do fettuccine) em Curitiba




Anacreon de Téos
Anacreon de Téos / Harumi Iura e Marcelo Oliveira, a dupla responsável pela cozinha do Alfredo.Harumi Iura e Marcelo Oliveira, a dupla responsável pela cozinha do Alfredo.
Anacreon de Téos
Anacreon de Téos / Fettuccine alla Alfredo, o primeiro prato.Fettuccine alla Alfredo, o prato mais famoso da casa.
Depois de muita expectativa, finalmente foi inaugurado o Alfredo’s Gallery Alla Scrofa – Roma, que certamente será chamado apenas de Alfredo pelo curitibano. É aquele mesmo restaurante que já foi referência aqui, em post anterior, que tem sua casa original na capital italiana e onde surgiu o famoso Fettuccine Alfredo, que seduziu tantos artistas de Hollywood e mais algumas personalidades. (Clique aqui, no post anterior, para ver todo o histórico de uma griffe que é sucesso no mundo todo.)Impressionante foi o ritmo das obras, que há três semanas ainda estavam na fase do chapisco. O projeto arquitetônico de Mônica Moro Harger e Fernanda Morishita, da Locus Arquitetura, é de extremo bom gosto, com a intenção de remeter o cliente à inspiração do restaurante original, com a madeira tendo sido usada em toda parte, interna ou externa, proporcionando um ambiente aconchegante e receptivo.
No interior, reproduções de fotos de artistas que estão exibidas no restaurante romano e a divisão em vários ambientes nos três níveis de piso existentes, alguns deles apropriados para eventos fechados. Nas adegas climatizadas, que comportam mais de mil garrafas, destacam-se 180 rótulos (selecionados pela consultoria da sommelière Thays Ferrão com o sommelier da casa, Cesar Simbala) com preços bem interessantes, provenientes de diversos países, com ênfase para os italianos. Ali, as arquitetas se valeram da madeira no mesmo tom do mobiliário, para dar unidade com o restante do restaurante e ao mesmo tempo criar o clima que o ambiente necessita.
No cardápio do Alfredo os pratos são divididos em três classificações: tradicionais, gourmands e da estação. Aos tradicionais não cabe explicação, são aqueles mesmos que consagram a gastronomia italiana de todos os tempos e onde se encaixa, é claro, o Fettucine Alfredo. Nos gourmands a oportunidade de o chef criar em cima de sabores, ingredientes e temperos, enquanto os da estação (para começar, estivo, verão em italiano) permitem a adaptação aos ingredientes e ao clima de momento.
Na cozinha, o responsável por tudo o que é salgado é o chef cascavelense Marcelo Oliveira, formado pelo Centro Europeu e com passagens, em Curitiba, pelo hotel Four Points by Sheraton, pelo Armazém Italiano – onde se encantou pelo preparo das massas frescas – e no Chalet Gourmet, restaurante onde conquistou sua primeira experiência como ajudante do chef. Partiu para a Europa e se fixou na Itália, passando por várias casas até chegar ao Alfredo Alla Scrofa, em Roma, onde adquiriu toda a base para ser chamado ao comando da cozinha da nova casa, em Curitiba.
Completando harmoniosamente a dupla, a chef pâtissière Harumi Iura se encarrega das sobremesas, partindo para o desafio de também se especializar na doçaria italiana. Harumi é ótima, é da linha de frente das “doceiras” da cidade e até bem pouco tempo brilhava no fecho das refeições do restaurante C La Vie.

Confira o post completo aqui, com mais ilustrações, no novo endereço do blog.

Vencedor do Prêmio Bom Gourmet na cozinha do Hotel Rayon

Divulgação
Divulgação / Reinaldo Batista, o campeão dos novos talentos do Prêmio Bom Gourmet, assumiu a cozinha do Deville Rayon.Reinaldo Batista, o campeão dos novos talentos do Prêmio Bom Gourmet, assumiu a cozinha do Deville Rayon.
A cozinha do Deville Rayon, de Curitiba, agora tem um campeão. O hotel acaba de contratar um novo chef, Reinaldo Lauriano Batista, vencedor na categoria Novos Talentos do Prêmio Bom Gourmet, aqui da Gazeta do Povo. O novo profissional responsável por toda a cozinha do hotel (que já teve, entre outros, Manu Buffara e Alexandre Vicki à frente), pretende reformular o cardápio para apresentá-lo todo novo no primeiro trimestre do ano que vem, mas, já para incluir sua assinatura pessoal, já incluiu algumas criações nas "sugestões do dia", até mesmo para testar a receptividade junto aos clientes. O resultado, segundo avaliação da casa, tem sido muito bom.

Na definição de estilo, Batista diz acreditar na valorização dos produtos e gostar dos "pratos de raiz", que utilizam ingredientes típicos, o estilo de cozinha que pode ser rotulado de mais antigo, mas com a valorização dos alimentos.
O convite para fazer parte da equipe do Deville Rayon fez com que Reinaldo Batista deixasse de lado sua empresa recém-aberta. O chef, que pretendia trabalhar com eventos, decidiu que no momento era hora de investir em uma grande empresa.

Interessado desde pequeno pela cozinha, aos 17 anos Reinaldo Batista entrou no curso técnico do SENAC. Logo após a conclusão, foi trabalhar no Business Club, onde ficou por quatro anos. Em seguida, trabalhou no Hotel Escola do Centro Europeu e no Capoani Caffè.

O jovem chef também foi para Portugal, mas voltou ao saber "da existência de um bom curso de gastronomia em Curitiba". Logo após completar a graduação, em julho deste ano, foi indicado pelos professores para participar do prêmio Bom Gourmet, do qual foi campeão.


Hotel Deville Rayon
Rua Visconde de Nacar, 1424 – Centro
Fone: (41) 2108-1100

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Terceira quinta de novembro é dia da chegada do Beujolais Nouveau



Tem gente que acha cafona, outros alegam modismo, jogada de marketing ou seja lá o que for. De minha parte, adoro esse barulho todo que se faz em torno da chegada do Beaujolais Nouveau, a tradição da terceira quinta-feira de novembro com distribuição simultânea em todo o mundo.
E a terceira quinta de novembro é essa, hoje dia 15. A festa de comemoração é uma tradição que começou no início do século passado nos bistrôs, restaurantes e brasseries de Lyon e hoje acontece simultaneamente no mundo inteiro. Sua chegada é anunciada com a célebre frase Le Beaujolais Nouveau est arrivée! E aí são apresentados os diversos vinhos produzidos justamente ali, na redondeza de Lyon.
Feito exclusivamente com a uva Gamay, é o único tinto jovem aceito pelos especialistas (como já disse há alguns ranzinzas com reservas). E bota jovem nisso. A safra anunciada é sempre a do próprio ano. Caso de agora, com a safra 2012. Fica pronto para o consumo aproximadamente 2 meses após a colheita. É produzido por um processo conhecido como maceração carbônica, pelo qual as uvas fermentam em cubas sem esmagamento e a pele da uva é estourada pela fermentação.
(Um parênteses: aqui no Brasil a Miolo tem feito uma, digamos assim, “brincadeira” parecida, lançando sempre na época da Páscoa o seu Gamay, adolescente ainda. Conforme o ano e a safra, tem dado certo, dentro dos limites da proposta.)
Em Curitiba, quem sempre celebra a chegada do Beaujolais Nouveau são alguns restaurantes do Junior Durski. Nesse ano, especificamente, restaurantes Durski, Madero Prime Steakhouse e Madero Champagnat estão entre os restaurantes brasileiros que celebrarão, junto com outros países, o lançamento deste vinho.

Leia o texto completo, com todas as informações, aqui, no novo endereço do blog.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Peixada no Happy Burger? Muito bom, doutor... muito bom


Divulgação
Divulgação / Peixada com pirão, lançamento no cardápio do Happy Burger.Peixada com pirão, lançamento no cardápio do Happy Burger.
Olha só, Peixada! Lembrei-me dos primeiros tempos de carreira, quando torcíamos para ter viagem ao Espírito Santo (época em que o Espírito Santo tinha time de futebol disputando campeonato brasileiro). Trabalhar nos jogos era o de menos. Valia, mesmo, curtir a “Peixada do Sanchão”, a mais famosa de Vitória nos anos 70 e 80. Completa, com aquele toque avermelhado do urucum... uma delícia.A peixada não é muito comum em nossos restaurantes por aqui. Sei lá, há uma prevenção qualquer com peixes ensopados e o máximo que passa é a moqueca, até mesmo pelos apelos regionais agregados.
Pois agora o Happy Burger está anunciando Peixada em seu cardápio. Segundo as informações que chegam, foi inspirada na moqueca capixaba (o urucum, já citado, é a diferença para a baiana) e ganha o nome pelo acréscimo de batata ao cozido. O prato é servido com pirão, arroz e farofa e é atração das quintas-feiras, a R$ 20 por pessoa, no buffet.
E assim o Happy Burger vai ampliando seu cardápio, o que me faz lembrar aquela propaganda do posto de gasolina. Fundado em 1992 para servir sanduíches, atualmente a casa tem um menu bem variado, muito além dos lanches rápidos e porções, incluindo saladas, grelhados, massas, sopas e pratos executivos, além das sobremesas. “E tudo isso numa hamburgueria? Muito bom, doutor...”
O nome do estabelecimento, aos poucos, nada mais tem a ver com a proposta inicial. Mas se for para acrescentar boas sugestões como essa, que seja assim. É de se experimentar.

Happy Burger
Avenida Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, 251 – Cristo Rei
Fone: (41) 3262-9196

Do crème brûlée salgado à picanha de forno com molho cremoso

Crème brûlée de cebolas e especiarias, abrindo uma refeição de domingo preguiçoso.
E dessa vez domingo permitiu de novo. Aquele que acompanha esse blog sabe das atividades que a profissão me exige nos fins de semana. Sendo assim, não é qualquer domingo que me é oferecido por inteiro, todinho para aproveitar o melhor da gastronomia. Da nossa gastronomia, caseira, com todo o processo de preparo, fogão, consumo, saboreio e complementos.
Pois foi assim outra vez, depois de algum tempo. E antes que alguém estrile com o que chamei de “gastronomia caseira”, a denominação tem a ver com o que é feito em casa e não necessariamente a qualificação do que se há de definir como um tipo de comida mais simples. Ou mais comum, para ser mais exato. É que uma vez, lá em Paris, postei sobre o prazer das coisas simples, feitas em casa, referindo-me às vieiras grelhadas que fizemos na ocasião. Teve gente que chiou e tive de explicar não haver nada mais simples do que esquentar uma chapa (ou panela) de ferro, passar um fio de azeite e grelhar as vieiras por 3 minutos de um lado, 2 do outro e pronto. Acho que consegui convencer o protestante.

Anacreon de Téos
Anacreon de Téos / As picanhas recém-saídas do forno, prontas para serem cortadas e servidas.As picanhas recém-saídas do forno, prontas para serem cortadas e servidas.
Nesse almoço de agora não teve nada tão simples assim. Mas nada absurdo, que algum iniciado na cozinha não consiga executar. Claro que não é macarrão instantâneo, que sai de um momento para o outro. Requer certo tempo e a média de tempo que sempre costumo fixar no preparo de uma refeição completa é de três horas. Um pouco mais, um pouco menos, conforme a especificidade dos pratos escolhidos.

Anacreon de Téos
Anacreon de Téos / A Mousse de limão siciliano com coco queimado não ficou com a consistência ideal para ser cortada.A Mousse de limão siciliano com coco queimado não ficou com a consistência ideal para ser cortada. Mas ficou saborosa.
Começamos mais cedo por causa da sobremesa, Mousse de limão siciliano com coco queimado. Como toda mousse, a base é de gelatina e tem, portanto, de pegar ainda um tempo de geladeira. Iniciamos o processo ali por 10h30, calculando as duas horas de geladeira e mais um tempo enquanto o restante do almoço era servido (almoço programado para as 14h). Ficou bem boa de sabor, mas não desenformou como o desejado – confesso que tenho problemas com algumas gelatinas e o macete de desenformar – mesmo que uma das formas fosse de silicone. Na hora de servir o jeito foi tirar com uma colher e aí (vejo agora nas fotos) ficou com visual meio parecido com lasanha. Mas, ao vivo, para quem experimentou, não decepcionou.Sobremesa pronta e posta na geladeira, o passo seguinte foi tratar da entrada, mais uma chance para a irresistível atração do ser humano de brincar com fogo. Quem não gosta? Por aqui já foram feitas inúmeras versões de crème brûlée. Doces, na maioria. Mas também alguns salgados (tem um de foie gras delicioso), como esse de agora.
Já me apresso em explicar que o significado do prato não implica em ser necessariamente doce. Crème brûlée significa “creme queimado”, por causa do maçarico a queimar a superfície no momento de servir. Crème brûlée de cebolas e especiarias foi o escolhido, publicação original do site Cuisine AZ - Crème brulée aux oignons et aux épices -, ao qual já me referi aqui anteriormente como ótima fonte de inspiração. E de onde, aliás, também veio a receita da sobremesa que nos espera na geladeira.
Achei que a combinação de ingredientes poderia ser bem interessante e não errei. O sabor de uma cebola cozida é de primeira linha na culinária e aqui o creme ganha ainda a consistência das gemas e do creme de leite. Alguns minutinhos de forno e tudo resolvido.
O prato principal foi de uma apresentação recente da chef Carla Pernambuco (de quem sou fã declarado) numa das edições recentes de seu Brasil no Prato, no canal pago Bem Simples. Até para quebrar aquela pressão de que picanha só deve ser servida grelhada, na churrasqueira, o Rosbife de picanha gratinado foi um acho muito saboroso. Temperado apenas com sal comum e pimenta, é selada e vai ao forno por alguns poucos 25 minutos, com um molho de creme de leite, bacon, vinho branco, uvas-passas e parmesão. Na hora de fatiar, a carne está do jeito que tem de ser: rosadinha por dentro e supermacia. E o molho... hum!
O rosbife foi servido com um Arroz de pera que havia me encantado numa visita que fiz ao Carlota e que tive a oportunidade de registrar aqui no blog, no início do ano. Complemento adequado, correto, o melhor possível para completar o sabor da carne.
Começamos bebendo um branco português enquanto as coisas ainda estavam no agito da cozinha e passamos para duas agradáveis opções de Shiraz, bem harmonizadas para permitir um ótimo ajuste de sabores em nosso domingo especial.

Para saber as receitas de todos os pratos, clique aqui.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Começa hoje a sexta edição do Empório Soho



Tadeu Brunelli
Tadeu Brunelli / Teppan de mignon, do Yokkata.Teppan de mignon, do Yokkata, uma das atrações do Empório Soho.
Pena que a chuvinha pode atrapalhar um pouco. Mas, seja como for, começa hoje (09) a sexta edição do Empório Soho, Gastronomia na Palma da Mão. Por dois dias, 31 estabelecimentos comerciais das redondezas estarão representados com barraquinhas na Praça da Espanha. Nestas, todas as variações da gastronomia da região que inclui vinhos, cafés, espumantes, massas, doces, crepes, carnes, sorvetes e frutos do mar, com preços que variam de R$3,00 a R$16,00.As barracas atenderão hoje, das 16h às 22 horas, e amanhã, das 12h às 22 horas. Serão 10 caixas para venda de tíquetes sendo que duas abrirão duas horas antes do início do evento em cada um dos dias.
Segundo previsão dos organizadores, devem passar pela praça, nos dois dias de evento, cerca de 20 mil pessoas, que também poderão curtir as atrações artísticas como Wahari, Biritles, Rafa Gomes, Kadu Lambach, Fran Tenóirio, El Merekumbé e Jammers.
Nesta edição, duas entidades assistenciais serão beneficiadas com parte da renda do Empório. A Escola de Educação Especial Nilza Tartuce terá uma barraquinha para venda de seus produtos e o IPCC será beneficiado com a doação de fichas do Empório, que poderão ser depositadas em urnas próximas aos caixas.

Leia o post completo, com todos os pratos e todos os estabelecimentos participantes, aqui, no novo endereço do blog.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Um duelo de pinot noir no jantar harmonizado da Adega Brasil

Uvas pinot noir, o tema central do desafio entre rótulos nessa noite.


Leonardo Freire/ Loja de Notícias
Leonardo Freire/ Loja de Notícias / A chef Ana Claudia Sprengler é a responsável pelo cardápio harmonizado dessa noite.A chef Ana Claudia Sprengler é a responsável pelo cardápio.
São sempre muito interessantes os eventos que permitem a comparação entre vinhos. o Restaurante Cenacolo, por exemplo, costuma fazer alguns campeonatos às cegas, com oito vinhos distintos disputando a preferência dos convidados e comensais até se chegar ao campeão da noite. É divertido e instrutivo, pois até mesmo aqueles que têm pouco conhecimento podem opinar, pois o que vale é a opinião, a partir da comparação entre o conteúdo de cada taça.Para hoje (08), às 20h, um evento nos mesmos moldes, disputa entre vinhos. A Adega Brasil Delicatessen & Eventos promove uma disputa entre rótulos elaborados com a uva Pinot Noir de dois produtores sul-americanos: a argentina Bodega Chacra, na Patagônia, e a chilena Casa Marin, em Lo Abarca. As duas vinícolas são consideradas referências na América do Sul.
A programação prevê uma degustação às cegas de quatro vinhos (dois de cada marca), uma palestra sobre a uva, com o tema ‘’Pinot Noir, a grande dama das uvas’’, ministrada pelo sommelier da casa, o enólogo Alcioni Dümes, que tem o papel de ajudar os convidados nesse desafio.
Após o desafio dos vinhos será servido um jantar harmonizado, com a execução dos pratos a cargo da chef Ana Claudia Sprengler, responsável pela cozinha da Adega Brasil Delicatessen & Eventos.

Confira o cardápio


Entrada: Camarões salteados com abacaxi e especiarias (cardamomo, cravo, canela e tomilho). Acompanhando, o vinho Cava Codorniú Pinot Noir Rosé.
Prato principal, duas opções: Confit ao molho de framboesa e vinho Pinot Noir com purê de batata roxa ou Medalhão de mignon ao molho de framboesa e vinho Pinot Noir com purê de batata roxa. Ambos acompanham o vinho Casa Marin Cartagena Pinot Noir – San Antonio.
Sobremesa: Sorvete de creme com calda de vinho Pinot Noir e frutas vermelhas. Para harmonizar, o vinho Passum de Magon (Muscat de Alexandria) Vin Doux Natural – Tunísia.
As vagas são limitadas e custam R$99 por pessoa, com tudo incluso.

Adega Brasil Delicatessen & Eventos
Rua Saldanha Marinho, 1487 - Bigorrilho
Fone: (41) 3077-1020

terça-feira, 6 de novembro de 2012

É hoje o jantar especial de sete anos do Terra Madre. A seis mãos


Arte/Sandra Azevedo Lopes
Arte/Sandra Azevedo Lopes /
Quando chefes de cozinha se reúnem para cozinhar pode se preparar que vem coisa boa. A grande maioria dos cozinheiros profissionais que conheço trabalha por prazer. O prazer de sentir novos sabores, de testar novas combinações, de experimentar novos ingredientes... tudo a ver com o novo, na renovação permanente que se exige de quem está ali para oferecer o mesmo prazer ao consumidor final.
Mas há ocasiões em que a motivação é maior, por conta da importação de uma nova máquina ou ingrediente raro. Por conta da presença de convidados ilustres, celebridades e itens desse naipe. Ou por conta de ocasiões especiais, como essa que o Restaurante Terra Madre está por oferecer, por conta da comemoração do sétimo aniversário da casa.
Será na próxima terça-feira (06/11) e a feliz ideia foi a de reunir em torno dos fogões os três chefs diretamente relacionados com o histórico da casa. Tudo começou com Rodrigo Martins, convidado para conceber o perfil do restaurante, sua linha de sabores e o rumo de sua cozinha. Ele plantou a semente, cuidou de sua germinação, do treinamento do pessoal e entregou-a a Ivo Lopes, oficialmente o primeiro chef do restaurante e responsável pelo treinamento de seus assistentes – a começar por seu irmão Ivan Lopes, , há cinco anos o titular responsável pelo sucesso da gastronomia do Terra Madre.

Para saber o cardápio completo e mais detalhes desse jantar único, clique aqui, no novo endereço do blog.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Vindouro tem novos pratos no cardápio e mais espaço no salão

Salada crocante envolta em salmão marinado, creme de wasabi e redução de shoyu.


Anacreon de Téos
Anacreon de Téos / Giuliano Hahn e Adriana de Nadai, os chefs do Vindouro, apresentando os novos pratos.Giuliano Hahn e Adriana de Nadai, os chefs do Vindouro, apresentando os novos pratos.
O restaurante Vindouro está de cara nova. No visual e no cardápio, já adaptado para a Primavera que ora vivemos. São vários pratos, criados pelos chefs Giuliano Hahn e Adriana De Nadai, saindo ainda um pouco mais do sotaque francês inicialmente concebido para a casa e adotando um perfil de cozinha internacional, com a utilização de ingredientes brasileiros.
Inclusive com a inclusão de uma página para as massas, que até então eram apenas algumas poucas opções entre os pratos oferecidos. São todas massas artesanais, produzidas na casa, e, entre os lançamentos, estão oLinguini ao velouté cremoso de cebola roxa crocante e castanha do Brasil, o Ragout de pato e cogumelos com tagliatelle e sálvia crocante e o Tortellini de brie com pera glaceada e lâminas de amêndoas. Mas o mais interessante de todos é oAgnolotti de carne à moda do Piemonte, receita trazida de lá por Adriana, que durante um bom tempo trabalhou ali no norte da Itália. São cortes irregulares da massa “al plin”, que denomina a maneira como são fechados sobre o recheio. Plin, em italiano, significa belisco e é assim, beliscando as bordas, que se formam os pequenos, digamos, pasteizinhos a serem cozidos por alguns minutos. No recheio, carnes de boi, carneiro e porco (originalmente, na Itália, utiliza-se o coelho em vez do boi) e o resultado final é muito bom. É servido sobre um demiglace também feito na casa e decorado por alguns brotos. 
O mais interessante dessas massas é o preço: a maioria delas (incluindo o agnolotti) está por R$ 29, quebrando aquele paradigma de se considerar o Vindouro um restaurante caro.
Mas as novidades estão em todos os compartimentos do menu, da entrada à sobremesa.

Veja o post com o cardápio completo no novo endereço do blog, aqui.

Bárbara Trevisani lança linha Petit Royal de doces finos



Divulgação
Divulgação / A linha Petit Royal, novidade no catálogo da Bárbara Trevisani.A linha Petit Royal, novidade no catálogo da Bárbara Trevisani.
Petit Royal é o nome da nova linha de doces finos da pâtisserieBárbara Trevisani Chocolates e Doces Finos.
Foi na recente viagem a Paris que Bárbara Trevisani e o marido Paulo Trevisani se inspiraram para criar essa nova linha de doces finos, aprimorando seus conhecimentos e suas técnicas em curso na famosa escola de culinária francesa Le Cordon Bleu.
Petit Royal é um doce exclusivo da linha Bárbara Trevisani e tem quatro sabores: Creme de frutas vermelhas com ganache de groselha, Creme de amaretto com crocante de amêndoas, Trufado belga e Irish cream.


Bárbara Trevisani Chocolates e Doces Finos

Avenida República Argentina, 5.025 – Novo Mundo
Fone: (41) 3347-6278

Pastel e costelinha de porco no novo Madero Batel



Anacreon de Téos
Anacreon de Téos / Os pastéis da banca da Hati, a fornecedora das massas para a produção do Madero.Os pastéis da banca da Hati, a fornecedora das massas para a produção do Madero.

Anacreon de Téos
Anacreon de Téos / A banca da Hati, na feira da Silva Jardim: sempre com filas, seja a que hora for.A banca da Hati, na feira da Silva Jardim: sempre com filas, seja a que hora for.
Desnecessário entrar em detalhes sobre o novo Madero, o do Batel, 17ª unidade inaugurada na rede do restaurateur e chef Junior Durski. Todo mundo já falou, todo mundo já escreveu e a inauguração da nova casa teve todo o brilho que um empreendimento de sua grandeza merece.
Realmente a casa é muito bonita (o bom gosto da Kethlen Ribas Durski é inquestionável) e já me chamou a atenção de pronto pela enorme mesa de prancha única logo na entrada, na sala de espera. É uma peça só de um tronco de oito metros. Inteiriça, de garapeira, vinda do Mato Grosso do Sul. Lá dentro, no salão que pode ser reservado para eventos, tem outra menor. Deslumbrante talvez não seja um adjetivo exagerado para o visual da nova casa.
Mas como o negócio nosso aqui são principalmente os bons sabores, vamos a eles, que diferenciam o novo Madero dos demais. Pelo menos por enquanto, já que a ideia de Durski é incluir os pratos novos nas demais unidades. A começar pelos pasteizinhos servidos como entrada e aperitivo. E aí cabe um capítulo especial.
Junior Durski talvez seja um dos mais fanáticos consumidores de pastel de que tenho conhecimento. Lembro-me de conversa que tivemos anos atrás, quando me traçou um mapa de todos os melhores pastéis da cidade, especialmente os de feira, os seus favoritos. E até hoje vai atrás deles, depois da longa caminhada matinal, feira a feira. O preferido é o do Tadashi, massa fina e crocante, recheio na medida – nem pouco como o vento nem demais a tirar o sabor e a textura da massa. Tadashi está nas terças na feira da Praça Ouvidor Pardinho, às quartas no São Francisco (Rua Davi Carneiro), na sexta na Rua Coronel Dulcídio e aos sábados na feira de automóveis do Pinheirão.
Mas o mais curioso foi o que Durski me explicou depois. Considera o pastel da banca da Hati o segundo melhor da cidade, pelo fato de a massa ser um pouco mais espessa, mas também é consumidor frequente – aos sábados, na feira da Silva Jardim, e às quintas no Carmo. Só que a Hati é quem fornece a massa pro Tadashi. Um pouco mais fina, a pedido dele. E agora também fornece a mesma massa ao Madero, para a produção dos pastéis que estão sendo servidos na nova casa.

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Massas artesanais no Avenida Paulista Pizza i Vino

Pedro Nossol / Mignon di Parma, agora com a boa companhia das massas artesanais.Mignon di Parma, agora com a boa companhia das massas artesanais.
Aprecio muito o cuidado que o empresário Roberto Magnani tem com a qualidade dos produtos que oferece no seu Avenida Paulista Pasta Pizza i Vino. Suas pizzas são irrepreensíveis pela escolha da matéria prima e bom gosto na combinação de sabores. Não há exageros nem misturas inimagináveis. O cardápio de pizzas é curto e bem dividido.
A casa fabrica boa parte dos produtos que utiliza, do tomate seco à linguiça calabresa. Assim como também faz as massas que estão incluídas no cardápio, que tem agora, como companhia, o Mignon di Parma (R$ 42), que já fazia sucesso no cardápio desde um tempo. Este prato é elaborado com “pappardelle artesanal, preparado com pesto de rúculas e nozes, acompanhado por um paillard de filé mignon recheado com queijo cremoso, tomate seco e presunto de parma no acabamento” – conforme a descrição que recebi.
Paillard, a quem interessar possa, é uma denominação francesa para o equivalente a um escalope. Ou seja, um corte mais baixo (às vezes até das laterais) do filé mignon. Só não entendi a denominação de paillard em um restaurante que tende a sotaque italiano. Mas, ainda assim, tem todo o jeito de ser apetitoso.
O restaurante dispõe de uma adega muito bem servida, a partir do gosto pessoal do próprio Magnani, ele mesmo um estudioso apreciador de vinhos.

Avenida Paulista Pasta Pizza i Vino 

Rua Emiliano Perneta, 680 – Centro
Fone: (41) 3322-1441