quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Massas artesanais no Avenida Paulista Pizza i Vino

Pedro Nossol / Mignon di Parma, agora com a boa companhia das massas artesanais.Mignon di Parma, agora com a boa companhia das massas artesanais.
Aprecio muito o cuidado que o empresário Roberto Magnani tem com a qualidade dos produtos que oferece no seu Avenida Paulista Pasta Pizza i Vino. Suas pizzas são irrepreensíveis pela escolha da matéria prima e bom gosto na combinação de sabores. Não há exageros nem misturas inimagináveis. O cardápio de pizzas é curto e bem dividido.
A casa fabrica boa parte dos produtos que utiliza, do tomate seco à linguiça calabresa. Assim como também faz as massas que estão incluídas no cardápio, que tem agora, como companhia, o Mignon di Parma (R$ 42), que já fazia sucesso no cardápio desde um tempo. Este prato é elaborado com “pappardelle artesanal, preparado com pesto de rúculas e nozes, acompanhado por um paillard de filé mignon recheado com queijo cremoso, tomate seco e presunto de parma no acabamento” – conforme a descrição que recebi.
Paillard, a quem interessar possa, é uma denominação francesa para o equivalente a um escalope. Ou seja, um corte mais baixo (às vezes até das laterais) do filé mignon. Só não entendi a denominação de paillard em um restaurante que tende a sotaque italiano. Mas, ainda assim, tem todo o jeito de ser apetitoso.
O restaurante dispõe de uma adega muito bem servida, a partir do gosto pessoal do próprio Magnani, ele mesmo um estudioso apreciador de vinhos.

Avenida Paulista Pasta Pizza i Vino 

Rua Emiliano Perneta, 680 – Centro
Fone: (41) 3322-1441

sábado, 20 de outubro de 2012

Chutney e compota deliciosos, para não jogar fruta fora

Cerejas recém-colhidas, ainda no começo da safra e prontas para virarem compota.

 / Nêsperas (ou ameixas amarelas) em fim de safra. Mas ainda suficientes para um chutney.Nêsperas (ou ameixas amarelas) em fim de safra. Mas ainda suficientes para um chutney.
Abaixo ao desperdício! A gente fica o ano inteiro esperando aquela árvore dar fruta e quando vem a safra não se sabe o que fazer com tantas. E aí, por mais que os parentes e amigos sejam presenteados, sempre vão ficando várias na fruteira, o tempo passando e ninguém mais consumindo. O resultado? Muitas frutas passadas, jogadas fora. Por aqui, de nossa parte, temos ao máximo tentado evitar tal desperdício. Doce de goiaba tem todo ano (com bicho ou sem bicho, afinal de contas tudo lá no latifúndio é orgânico), de maçã e pêssego também. Mas são frutas mais tradicionais nas receitas que vêm de nossas avós. Ao contrário de nêsperas e cerejas, por exemplo.
Nêsperas (também conhecidas aqui no Sul como ameixas amarelas) são frutas e inverno e cerejas dão no verão. Como esse nosso tempo não tem mais certeza da estação que está vivendo, temos as duas em produção lá no latifúndio. Verdade que uma em fim de safra e outra proporcionando a primeira colheita - que significa ainda muita cereja pela frente.
E o que fazer, então, com as frutas? Primeiro foram as nêsperas e é bem difícil encontrar receitas com elas. Até que o chef Javier Ruiz, o espanhol que comanda a Petiscaria do Victor, sugeriu: “e por que não um chutney?” Sim, por que não? Pesquisa difícil também. Umas duas ou três receitas, até que uma delas, incluindo maçãs, me chamou a atenção. Como seria pouca maçã para muita nêspera imaginei que não roubaria o sabor e fui à luta. O resultado foi muito bom, picante na medida certa e com uma acidez controlada pelo toque agridoce, na medida para acompanhar alguns assados. Três semanas curtindo na geladeira foram necessárias para melhor resultado de sabor.
Com as cerejas a ideia era fazer um doce. Há várias receitas de geleias, outras de doces mesmo, mas meu foco seria o que mais lembrasse uma compota, aquelas cerejas de vidro que chegam tão saborosas do exterior. Sem maraschino, pelo menos nessa primeira vez.
Consegui uma receita incrivelmente simples, que (aí dá para dizer) não requer prática nem habilidade, pois é só lavar bem as frutas, retirar o pedúnculo e cobri-las de calda. Aí é só aguardar o resultado. Pelo que já pude experimentar, ficaram ótimas.
Vamos às receitas? Clique aqui.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Tem novo cardápio no Bistrô Duchamp

Pescada Duchamp - Filé de pescada amarela assado em cama de manjericão, acompanhado de berinjela grelhada e figo flambado na cachaça de canela.
O Bistrô Duchamp está de cardápio novo. O que não é muito comum, pois as criações do chef Marcos Oliveira sempre agradaram aos clientes da casa e por um bom tempo não se mexeu uma linha no menu da casa.
Mas o próprio chef decidiu dar uma guinada geral, mantendo apenas os dois pratos mais requisitados da relação anterior. Quer dizer, não foi tão radical assim sob outro aspecto, pois a mudança em boa parte dos pratos foi, digamos, uma releitura do que já havia sido servido no restaurante nos seus 11 anos de pleno funcionamento.
Nesses anos todos de existência o Duchamp sempre marcou por uma cozinha criativa – sem ser exagerada – e saborosa, bom atendimento e ambiente aconchegante. E agora também alardeia uma nova carta de vinhos, voltada para as vinícolas pequenas e “boutiques”. Certamente opções diferentes das maiorias das cartas da cidade. Bons atributos que sugerem uma visita.
Quer dar uma conferida no novo cardápio do bistrô? Clique aqui, no novo endereço do blog.