quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Truta e frescal. Sabores da Serra Catarinense agora em Curitiba

Filé de truta ao molho de amoras, uma das tantas opções em trutas no cardápio do Átrio.



Anacreon de Téos
Anacreon de Téos / Rita e Juliana Furtado - mãe e filha à frente do Átrio Bistrô, recém-inaugurado em Curitiba.Rita e Juliana Furtado - mãe e filha à frente do Átrio Bistrô, recém-inaugurado em Curitiba.

Anacreon de Téos
Anacreon de Téos /

Anacreon de Téos
Anacreon de Téos /
Mas o que é frescal? – é a pergunta automática de quem chega a um restaurante da Serra Catarinense. E que agora pode ser formulada por aqui, em Curitiba, com a chegada do Átrio Bistrô, aberto há pouco mais de um mês com a proposta de apresentar justamente a comida daquela linda região. A iniciativa de trazer para cá um pouco dos sabores de lá foi da chef Juliana Furtado, que há oito anos comanda um restaurante naquelas bandas e que vive lotado em temporadas e períodos específicos. A necessidade de mudar para Curitiba e o desejo de novas empreitadas contribuíram para busca por um espaço na cidade até chegar ao ponto onde funcionava o Alba Chiara, o pequeno italiano comandado pelo chef Felipe Mulato antes de se transferir para o Cana Benta.
Mas o que é o frescal, então? Para quem não está familiarizado, a primeira relação é com o queijo minas frescal, aquele queijo bem brasileiro. Mas não tem nada a ver com isso. Frescal é um processo de salga de carne que se assemelha um pouco com o da nordestina carne de sol. Tanto um quanto outro não ficam no sol e, sim, à sombra, por até 48 horas. Ao contrário do charque e da carne seca, ficam bem rosados por dentro e as peças podem ser utilizadas até mesmo como churrasco, caso seja o desejo.
É um método de conservação muito utilizado pelos tropeiros que cruzavam a Serra Catarinense em tempos remotos. Alguns deles se estabeleceram por lá, deixando esse saboroso legado que hoje chega até nós. E a carne frescal se tornou uma das marcas de sabor da região, juntamente com as trutas, que formam a dupla imbatível no cardápio do Átrio Restaurante, ponto de referência gastronômica em Urubici/SC.
O Átrio Bistrô também segue essa vertente, não poderia ser diferente. Juliana Furtado apresenta pratos com truta, frescal de contrafilé bovino, frescal de pernil de ovelha, além de receitas com pinhão, como o entrevero, por exemplo. Além é claro, de opções de entradas, saladas e sobremesas. Bem como uma carta de vinhos e cervejas, não muito extensa, mas basicamente com opções catarinenses.

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Duas noites de trufas brancas no Restaurante Durski


Tartufo bianco, a estrela principal de duas noites muito especiais no Restaurante Durski.

Já vem se tornando tradição, a atiçar o paladar dos gourmands e gourmets. Pelo terceiro ano consecutivo, sempre nessa época do ano, o Restaurante Durski apresenta seu Festival do Tartufo Bianco, com alguns pratos concebidos especialmente para a ocasião pelo chef e restaurateur Junior Durski. E o que mais importa: pratos de sabores delicados, permitindo à trufa o papel de estrela maior, pois é justamente em torno dela que gravitam os anseios de quem se programa para as duas noites propostas pela casa.

Sim, apenas duas noites. Hoje (14) e amanhã, nada mais que isso. No cardápio, duas entradas e três pratos principais trazem a iguaria como o sabor principal. Os preços variam entre R$ 180,00 para as entradas e R$ 290,00 para os pratos principais.

Com sabor único e aroma perfumado, a trufa atiça exigentes paladares e a preferência de chefs da alta gastronomia, que utilizam os tartufos para servir em massas, risotos, carnes, entre outras inúmeras formas de exaltar as sãs melhores características. Mas a maneira mais simples de saboreá-las (frescas) é pura, raspadinha em cima de um ovo frito. Nada mais intenso em aromas e sabor.

O processo proposto por Durski é semelhante. O cliente escolhe os pratos do cardápio e, à mesa, o garçom rala as fatias de trufas sobre os pratos a serem servidos. O resultado é indescritível.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Manu Buffara conquistou o Brasil

Manu Buffara ganha cada vez mais espaço e respeito entre os chefs nacionais e hoje já está no primeiro patamar.



Manu Buffara
Manu Buffara / Caixas de isopor lotadas de produtos paranaenses seguindo para São Paulo.Caixas de isopor cheias de produtos paranaenses seguindo a São Paulo.
Manu Buffara já extrapolou, há algum tempo, as fronteiras de Curitiba e do Paraná. Com seu restaurante prestes a completar dois anos de atividade (agora em janeiro), já não nos pertence mais, como aquela chef menina criativa que fazia umas comidinhas bacanas e surpreendentes. As seguidas premiações, locais e nacionais, foram derrubando barreiras e hoje já não há mais limites para a justa fama a ser colhida por essa cozinheira de primeira linha, que nós (aí sim) temos o privilégio de ter aqui ao lado, inovando sempre e sempre em seu cardápio, na busca do melhor sabor.
Não foi de graça a única chef paranaense convidada para participar da 9ª edição da Semana Mesa SP, o principal evento gastronômico do país, organizado pela revista Prazeres da mesa - realizado no início do mês. E lá ela não foi apenas mais uma ao lado de nomes como Alex Atala, Bel Coelho, Checho Gonzales, Federico Fialayre, Roberta Sudbrack e Rodrigo Oliveira. Era, sim, a legítima representante de um novo nicho da gastronomia nacional. E para lá se deslocou com excesso de bagagem em isopores apenas com ingredientes basicamente paranaenses, para desmistificar de vez a sina de quem imagina vivermos na terra do barreado e de mais nada.
Manu levou cachaça de banana, banana da terra do João, de Adrianópolis, tomates de uma produtora de Bocaiúva do Sul, barriga de porco da cooperativa de Castro, bacon fabricado no Manu com madeira de macieira, chouriço caseiro da cidade de Palmeira e farinha de mandioca de Morretes.
Os pratos por ela apresentados (e aplaudidos) foram “Saladinha de tomate divertida”, “Barriga de porco com crocante de chouriço e pé de porco” e “100% banana da minha terra” (esta, feita com todos os ingredientes paranaenses). A ideia foi mostrar que os cozinheiros podem trabalhar com a alta gastronomia sem deixar de lado os produtos regionais. E é exatamente o que ela faz.

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