quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Vieiras canadenses no cardápio do Chalet Suisse


Vieiras gratinadas do Chalet Suisse: agora com as saborosas vieiras canadenses.
Olha só a boa notícia! Aquele post de Paris sobre as vieiras rendeu consequências. Pelo menos inspiração ao Alexandre Saredi, do Chalet Suisse, que anuncia ter conseguido um belo lote de vieiras canadenses para incluir no cardápio da casa.
A diferença entre as vieiras canadenses (scallops) e as demais é considerável – no tamanho e no sabor. Por aqui o que temos costumeiramente são pequenas conchas do litoral do Espírito Santo e, um pouco maiores, algumas importadas do Peru ou do Chile. Mas não se comparam com aquelas portentosas do hemisfério norte, que agora chegaram para o Chalet Suisse – grandes e sem ovas. 
Para saber mais detalhes e os pratos disponíveis, vá ao novo endereço do blog, no site da Gazeta do Povo, clicando aqui

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Os últimos dias da Oli Gastronomia


Perde a gastronomia de Curitiba um de seus principais pontos de referência. A chef Geraldine Miraglia anuncia que a Oli Gastronomia vai funcionar somente até o próximo dia 24, véspera de Natal. Foram dez anos de uma trajetória vitoriosa e saborosa, que a levou, inclusive, a ganhar o título de melhor chef de Curitiba em 2008, na escolha dos jurados da Revista Gula.
De dois anos para cá Geraldine mudou um pouco o formato do restaurante e agora se vê premida a dar uma guinada radical, que explica em uma carta a amigos, clientes, colegas e fornecedores.
“Foram 10 anos de construção de uma marca que se tornou referência para a gastronomia curitibana, de um espaço onde muitos pratos, aromas e sabores foram criados, mas sobretudo, de um local onde histórias se passaram. Tive o privilégio de conhecer pessoas incríveis, fiz muitos novos amigos, passei a fazer parte da história de muitos que aqui celebraram batizados, casamentos, aniversários, alegrias ou mesmo apaziguaram sua dor com a ajuda de um bom café.
Vou sentir muita falta disso, mas sou inquieta e está no momento de partir para novos projetos. Inicialmente manterei apenas o serviço de eventos e fornecimento de pães, mas aos poucos todos vocês saberão das novidades.”
O espaço está sendo colocado à venda e Geraldine torce para que “outro apaixonado pela gastronomia possa usufruir deste local encantador e assim enriquecer nossa cidade.” Mas, enquanto isso não ocorre, estará recebendo normalmente encomendas para o Natal, a sua despedida oficial.
Na carta, o derradeiro convite aos fãs e frequentadores da casa. “Para aqueles que quiserem participar de nossa despedida, estaremos atendendo normalmente das 9h às 19h30, de segunda a sábado, até o dia 24, com os pratos que fizeram mais sucesso ao longo destes anos.” E olha que foram muitos.
Se por um lado lamentamos todos nós, amantes da boa gastronomia, por outro ficamos na expectativa do que poderão ser os novos projetos que ela está entabulando. Seja o que for, saindo da inspiração de Geraldine Miraglia, só pode ser coisa boa.
Que tenha muito sucesso enquanto curtimos aqui nossas saudades antecipadas.

Oli Gastronomia
Rua Senador Saraiva, 209 - São Francisco
Fone: (41) 3016-8696

sábado, 3 de dezembro de 2011

Para matar saudades do linguado do Restaurant Clémentine


Filé de linguado grelhado, apenas untado de azeite e temperado com sal.
Surgiu meio que assim, na brincadeira. E por que não um linguado como aquele do Clémentine?
Ainda nos remetia à recente viagem a Paris. Logo nos primeiros dias fomos atrás de uma indicação sobre alguns dos melhores pescados servidos na cidade. Nada de estrelas ou refletores turísticos. Aqueles cantinhos que os parisienses e os mais próximos vão comer. O Restaurante Clémentine confirmou todas as expectativas (fica logo atrás da Bourse, 5 Rue Saint-Marc – 75002) e tanto no exagerado prato de frutos do mar sobre o gelo que eu pedi quanto no linguado grelhado que veio para a Graça estava tudo no ponto, paladar apurado, sabores delicados e sem qualquer ressalva.
O linguado, então, cativava pela simplicidade. Apenas grelhado, com sal e um pouco de suco de limão. Mais nada. E veio à mesa ressaltando todo o sabor delicado do peixe, que fez o maior sucesso.
Aí bateu a vontade e com ela o desafio. Será que conseguiríamos algo parecido? Como a Graça não estava a fim de nada mais incrementado ou temperado, decidimos arriscar e demos a sorte de conseguir um naco mais alto de meio linguado lá da peixaria Keli Moser, do Mercado Municipal.
Mas ao comprar não resisti a umas atraentes lulas daquelas do nosso litoral. Pequenas e brilhantes. Pedi um pouquinho, para limpar em casa, lembrando de uma receita antiga que fazemos por aqui, com arroz, (acho até que era da antiga revista Cláudia, lá pelos anos 80) e que sempre deu bom resultado de sabor.
Comecei preparando o Arroz de lulas à marselhesa – não é risoto, é com arroz comum e com os procedimentos normais para o cozimento do arroz. E depois, quando o arroz já estava praticamente seco, pus os filés de linguado na grelha. Sem gordura, sem nada. Como a grelha é antiaderente, o máximo que fiz foi pingar algumas gotas de azeite de oliva e espalhar com papel-toalha, para untar por igual. Daí foi só salpicar um pouco de farinha de trigo no filé de linguado, temperar com sal (moído na hora) e mandar ver, ainda sem aquecimento total da grelha. Tostado de um lado, foi só virar, tostar do outro e servir, com algumas rodelas de limão siciliano para completar o sabor.
Para acompanhar, então, a combinação de lulas e arroz, que tem a receita a seguir.

Arroz de lulas à marselhesa

Ingredientes:

600g de lulas limpas
1 ½ xícara de arroz
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 cebola média cortada em rodelas (usei roxa)
2 dentes de alho amassados
1 colher (chá) de sementes de erva-doce
½ colher (chá) de cúrcuma (açafrão da terra)
3 tomates maduros, sem peles e sem sementes, picados
3 colheres (sopa) de salsinha picada
sal e pimenta-do-reino (moída na hora, de preferência)
4 xícaras de água quente

Modo de fazer

Corte os tentáculos das lulas em pedaços pequenos e as bolsas em anéis. Lave bem e deixe escorrendo.
Aqueça o azeite em uma panela e junte cebola e alho, mantendo em fogo baixo, para refogar até perderem a cor - sem deixar fritar. Quando estiverem murchos adicione as lulas escorridas e as sementes de erva-doce. Tempere com sal e pimenta.
Junte a cúrcuma e os pedaços de tomates, misture bem e cozinhe em fogo baixo por cerca de 5 minutos. Junte, então, a água quente. Verifique o tempero e acrescente a salsinha.
Lave o arroz várias vezes em água corrente, escorra bem e junte à lula. Cozinhe por cerca de mais 20 minutos ou até o arroz ficar macio e o líquido ser absorvido.

Rendimento: 4 porções.

Na hora de finalizar, separe um pedaço do linguado, disponha no prato ao lado do arroz (ajeite com um aro para ficar mais bacana) e bom proveito.

Ah, teve uma sobremesa também. Improvisadíssima! Tínhamos algumas rodelas de abacaxi na geladeira. Um tanto ácido para tal hora da noite. Veio a ideia na hora de darmos uma sapecada na frigideira. Sobre uma base de açúcar e manteiga. Ótimo, aprovação geral.
Manteiga derretendo e lembramos-nos daquele açúcar cristal vermelho que havíamos utilizado para um Crème brûlée deframboesas e mascarpone num jantar de inverno que curtimos e publicamos aqui. Era só para nós mesmo, quem iria cobrar qualquer possível quebra de decoro gastronômico?
Açúcar e manteiga derretidos e amalgamados, pusemos as rodelas de abacaxi e deixamos formar a crosta de grelhadas. Para completar, um pouquinho de Cointreau, uma chama e a flambadinha básica. Ficou bem interessante, tudo vermelho, é verdade, mas completou a boa noite,

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