terça-feira, 4 de outubro de 2011

Mignon e pimenta biquinho em pizza? Tem, sim senhor


Pizza de mignon com pimenta biquinho e mussarela de búfala, novidade da Pizza em Casa.
Alguns italianos se contorcem todo ao saberem a combinação de sabores das nossas pizzas (ou pizze, como é o plural deles). Temos de tudo por aqui, misturando ingredientes que eles nem imaginariam. Mas como já está provado ser o brasileiro o maior consumidor de pizza do mundo, acho que temos lá um certo direito.
De fazer, por exemplo, aquilo que chamamos de “pizza portuguesa”, que é criação totalmente nossa. E que está entre as minhas favoritas.
Pois agora surge um novo sabor que me intrigou: Pizza de mignon com pimenta biquinho e mussarela de búfala. Combinação que leva jeito de dar certo e que sai muito bem na fotografia – a carne é temperada na manteiga e ervas. Faz parte no novo cardápio da Pizza em Casa, que está há 25 anos em Curitiba e foi a pioneira em delivery na cidade.
Sai por R$ 36 a grande (8 fatias) e R$ 33 a média (6 fatias). A pizzaria aceita pedidos no balcão e por delivery, todos os dias da semana, das 18h às 24h.

Pizza em Casa
Rua Castro Alves, 86 - Batel
Fone: (41) 3342-2425

Esta nota também está no novo endereço do blog, aqui.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O toque mágico de Carlos Bertolazzi na cozinha

A Fantasia de Focacce com o vinho de rótulo personalizado do Zena. Abrindo os trabalhos da casa.
Carlos Bertolazzi, chef e roqueiro.
Tem uns caras que eu admiro de graça. Esse Carlos Bertolazzi é um deles. Talvez até por “empatia gastronômica” – digamos assim. Fuçando publicações especializadas um dia me encantei com o alho negro, que há dois anos começou a mexer com a cabeça de chefs do país inteiro. Fui à fonte, descobri a Marisa Ono, a produtora, que me contou toda a história do desenvolvimento do produto (pus aqui no blog) enquanto atendia minha encomenda para saber realmente do que se tratava. Levei a uma das reuniões da nossa Confraria do Armazém e foi o maior sucesso.
Depois disso se difundiu, outros produtores apareceram e hoje o acesso é bem mais fácil do que naqueles primeiros dias da pesquisa de Marisa. Desenvolvida, aliás, a partir de informações que Bertolazzi havia trazido da Europa, dos seus dias de estagiário no lendário restaurante El Bulli (quando era o responsável por descascar e selecionar os dentes negros daquele alho de origem oriental).
Passado um tempo, leio uma matéria sobre ovos na revista Gosto e dentre as receitas ali publicadas, uma dele que me impressionou: Bottarga de gema de galinha caipira. Adoro bottarga, desde a original italiana até as que vêm sendo feitas por aqui, no litoral de Santa Catarina. Mas conhecia apenas essas, as de ovas de peixe, nada mais que isso. Mas a receita era facílima de fazer. Não tive dúvidas, fiz e publiquei o resultado. As gemas ficaram consistentes, lindas e formosas. E saborosas, claro.
Daí a querer conhecer o seu Zena Caffè foi um pulo. Zena significa Gênova no dialeto lígure e é uma homenagem à bela cidade italiana. Localizado no coração do Jardins em São Paulo, oferece gastronomia de qualidade, com comida rápida e saudável, baseada na culinária mediterrânea, com receitas autênticas da região da Ligúria (norte da Itália). Divide o ambiente em dois, entre o salão interno e o terraço. A casa é uma parceria entre o restauranteur Juscelino Pereira e seu filho Dudu com o chef Carlos Bertolazzi e a administradora Maria Eugênia Baracat.
A visita estava programada havia um bom tempo. Mas nunca dava certo, pois a ideia era sempre conciliar com viagem para a transmissão de jogos do campeonato brasileiro aqui pela RPC TV, o que nos empurrava os horários para tarde da noite. E a casa fecha à meia noite para quem chega, sem direito a prorrogação – pelo menos foi o que nos informaram.
Até que um dia deu certo, o contato foi feito, reserva on-line (via facebook, coisa chique!) e tudo resolvido. O único “porém” era que o chef não estaria presente. Chegara naquele dia da Europa, viagem cansativa e ainda com o fuso horário alterado. Mas, ainda assim, não deixou de recomendar um toque de boas-vindas à casa. Quando pensávamos em pedir a entrada, a informação: o chef pediu que servíssemos essa entrada. E veio uma deliciosa Fantasia de Focacce, pedaços crocantes de focaccia em três sabores, azeitonas verdes, sardenaira e cebola roxa – o melhor de todos.
O vinho escolhido foi um Sangiovese com o rótulo do próprio Zena – de bom paladar, médio corpo, bem a caráter para os pratos principais escolhidos por nós. 
Para mais informações, os outros pratos e outras ilustrações vá ao novo endereço do blog, clicando aqui.

domingo, 2 de outubro de 2011

Um fricassê de coelho e receitas saborosas de Sílvia Percussi


Panna cotta al gorgonzola naturale con pomodori arrosto, a entrada deliciosa.
Tínhamos até pensado em almoçar fora. Mas daí bate a preguiça, a neura pela possibilidade de encontrar uma fila pela frente na porta do restaurante e algumas outras justificativas que nos fazem ficar em casa. Além do prazer de cozinhar, que – como acho já ter dito aqui – funciona como uma agradável terapia.
Tínhamos meio coelho no freezer e esse era mote principal. Sim, meio coelho, pois como agora somos apenas dois em casa, nossas compras são minimalistas. Meio coelho já sobra, imagine um inteiro. Então peço para o açougueiro serrar a peça congelada ao meio e cada metade é consumida de uma vez.
Coelho seria o prato principal, restaria saber de que forma. Tinha algumas receitas não executadas dentre as arquivadas por aqui. Porque sempre que fuço na internet e algo me interessa, salvo e fico à espera de uma oportunidade de aproveitar. Havia pelo menos umas cinco de coelho no arquivo, mas uma delas me trouxe mais apelo: Rabbit & Sage Fricassee, por Majorie Kyle, de uns quatro ou cinco anos atrás. Coelho, sálvia e creme, combinação leve e interessante.
A entrada do almoço domingueiro surgiu meio sem querer, fuçando algumas dicas do pessoal da gastronomia no twitter. Alguém se referiu a uma receita da Sílvia Percussi, chef e proprietária (junto com o irmão, Lamberto) da Vinheria Percussi, em São Paulo. Sou fã dela, acho que cozinha muito bem e já fiz aqui algumas de suas criações, principalmente com cogumelos, dos dois livros que já lançou. Quando possível apareço por lá, desde que fui pela primeira vez, em 2000, e trouxe o Prato da Boa Lembrança para o Maiale al Balsâmico.
A receita era bem interessante, uma panna cotta salgada. Panna cotta, como se sabe, é aquela sobremesa italiana do Piemonte à base de creme de leite cozido e uma calda de frutas. Silvia sugeriu uma salgada e postou a receita em seu blog. Anotado e copiado, claro, que o que é bom tem de se registrar. Aí, explorando o blog (dela e do irmão), encontrei outras boas receitas, incluindo a da sobremesa, também de sotaque italiano, a torta de limão siciliano. E fazer torta de limão por aqui é sempre uma grande responsabilidade, pois trata-se de uma das obras-primas da Graça. Essa era um pouco diferente. Em vez de suspiro, nata batida. E alguns zests da casca do limão (acho até que pus meio demais, mas segui a receita, como sempre faço quando é a primeira vez). Não encontrei o biscoito de gengibre e fiz a massa com a bolacha comum, com um pouco de gengibre em pó. Ficou meio farinhento, na próxima prometo melhorar.
Para acompanhar o almoço, um agradável vinho rosé de Bordeaux, que é novidade no portfólio da Porto a Porto, o Chateau Reynon 2010. Uma delícia, com perfeita harmonização tanto com a entrada quanto com a delicada apresentação do coelho.
Foi um ótimo domingo, não foi?
Para ver as receitas e as ilustrações do prato, entre no novo endereço do blog, clicando aqui