quinta-feira, 17 de março de 2011

Tarciso Lopes comanda a cozinha da Trattoria Boulevard

Tarciso Lopes está de volta a Curitiba. Para quem está chegando agora e não sabe ou para os mais antigos que não se lembram, ele foi uma das primeiras grandes referências da alta gastronomia curitibana, como chef do Restaurante Casablanca.
Tarciso Lopes está na cozinha desde 1996. Pra valer, pois já arriscava alguma coisa ainda adolescente. Carioca, sua história profissional iniciou-se no glamoroso Café de La Paix, restaurante de atmosfera francesa, situado no Hotel Méridien, no Rio de Janeiro. Em 98, recebeu convite de Claude Troisgros para trabalhar em Curitiba, na abertura do Restaurante Casablanca - casa que rapidamente conquistou a freqüência da alta sociedade curitibana e que até hoje gera saudades entre os apreciadores da alta gastronomia. Depois de atuar como consultor, em 2004 um novo convite o levou de volta ao Rio de Janeiro. Desta vez para o restaurante Le Pré Catalan - situado no Hotel Sofitel. Lopes atuou sob a batuta do mestre francês Roland Villard e trabalhou também ao lado de outro grande nome, Dominique Guerain, Chef de Pâtisserie.
Voltou a Curitiba para a cozinha do Cais da Ribeira (Hotel Pestana), foi embora de novo e agora está aqui de vez, ao lado da família, comandando a cozinha da Trattoria Boulevard (ex-Guega). A mudança no estilo da cozinha da casa vai se dando aos poucos, sem grandes traumas e somente o frequentador mais assíduo consegue perceber as sutilezas. Os clássicos pratos que fazem sucesso no cardápio continuam em alta, a maneira de servir também (em travessas e porções para duas pessoas) e o que há de novo chega sob recomendação de um currículo para ninguém botar defeito.
Originalmente a Trattoria Boulevard já havia previsto uma mudança de cardápio para o mês de abril, o que se torna ainda mais fácil sob a chancela e o talento de Tarciso Lopes.

Trattoria Boulevard
Rua Voluntários da Pátria, 539 – Centro
Fone: (41) 3023-8244.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Couscous de frutas secas com camarões, direto da Confraria do Armazém

Dia desses publiquei aqui o cardápio do último encontro da Confraria de Armazém, que mensalmente se reúne em Curitiba para apreciar o que há de melhor na comida e na bebida. O prato principal do evento gastronômico era um Festival de Verão concebido pelo confrade José Aristides Loureiro, e que consistia em Pescada amarela grelhada com alcaparras, Camarão puxado na manteiga de camarão e Panqueca de siri ao beurre blanc.
Pois a "manteiga de camarão" despertou curiosidade em muitos daqueles que frequentam esse blog, inundado por pedidos para explicações e a receita de tal complemento.
Para os membros da confraria não era novidade, pois já tinha sido apresentada anteriormente, num jantar de 2008, em prato executado pelo mesmo José Aristides Loureiro, daquela vez em parceria com Marcus Coelho e Farid Assad, com base em receita original do jovem chef Guilherme Guzela, então à frente da cozinha do Café de La Musique – que já fechou.
Aplausos foram gerais para o Couscous de frutas secas com camarões, que teve o toque especial dos camarões pistola salteados na manteiga de camarão, com direito à receita especial da própria. E que agora está aqui, ao alcance de nossos amigos comilões.
Bom apetite!
Couscous de frutas secas com camarões

Por José Aristides Loureiro, Marcus Coelho e Farid Assad, da Confraria do Armazém, com base em receita original de Guilherme Guzela, Chef de Cuisine do Café de La Musique

Ingredientes:

1 xícara de couscous
2 xícaras de chá de hortelã sem adoçar
Azeite de oliva extra virgem
4 tâmaras picadas em cubos
4 damascos picados em cubos
Nozes e amêndoas moídas
1 colher (sopa) de manteiga
150 g de camarões pequenos
4 camarões pistola
Salsinha e cebolinha picadas
2 tomates em cubos, sem peles nem sementes
Manjericão picado
Manteiga de camarão*
Sal e pimenta-do-reino

Modo de fazer:

Passamos o camarão pequeno na manteiga normal e reservamos o caldo que sobrou.
Removemos a casca do camarão pistola e fizemos uma manteiga de camarão*.
Antes de hidratar o couscous misturamos ao mesmo uma colher de azeite de oliva extra virgem. Mexemos até que o mesmo desapareça entre os grãos. Acertamos o sal.
Hidratamos o couscous com chá de hortelã e o caldo que sobrou do processo do camarão pequeno. Misturamos ao couscous hidratado o camarão, a tâmara cortada bem pequena, nozes e amêndoas bem moídas e damasco bem picado. Misturamos também ao couscous um pouco de manteiga de camarão, salsinha e cebolinha bem picadas.
Salteamos os camarões pistola (2 por pessoa) na manteiga de camarão.
Numa frigideira, colocamos um pouco de azeite de oliva e passamos o tomate e o manjericão, retirando antes que os tomates se dissolvam.
Com ajuda de um disco, montamos no centro do prato o couscous, ao redor decoramos com os tomates e por cima os camarões, não nos esquecendo de derramar sobre os mesmos a manteiga de camarão aquecida.
Ao redor do prato derramamos um filete de azeite de oliva extra virgem.

*Manteiga de camarão
Numa frigideira, frite uma cebola grande e as cascas do camarão pistola. Deglace a frigideira com vinho branco seco e deixe evaporar o álcool. Junte 2 pacotes de manteiga sem sal e deixe derreter em fogo baixo, mexendo para agregar bem às cascas do camarão. Com auxílio de um chinois passe as cascas e a cebola, apertando bem para escorrer a manteiga. Está pronto para usar.

Rendimento: 2 porções.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Comemoração pela ótima pontuação dos champagnes Deutz

Deutz Blanc de Blancs 2004, 92 pontos
Festa na importadora curitibana Porto a Porto – e por extensão na Casa Flora, em São Paulo. Os Champagnes Deutz, representados no Brasil pelas duas importadores, receberam excelentes notas do mais influente crítico de vinhos, o americano Robert Parker, que assina a Wine Advocate, publicação especializada. A razão de tal regozijo foi a pontuação dos champagnes, como o Deutz Brut Classic que recebeu 90 pontos, o Deutz Blanc de Blancs 2004 de 92 pontos, o Deutz Brut Rose 2006 de 92 pontos e o Deutz Brut Rose com 90 pontos.
As notas acima de 90 pontos representam bebidas que levam o título de ser proeminentes com excepcional complexidade e características, considerados por Robert Parker como vinhos impressionantes.