quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Charme e simpatia no Petit Château

O lugar é agradável e despretensioso. Nunca está entre os mais badalados restaurantes da cidade, mas quem vai lá sempre sai satisfeito. A começar pela simpatia do casal anfitrião, Marcelo e Andréa Pleti.
E nem parece que já faz tanto tempo, mas o restaurante Petit Château foi inaugurado em abril de 2007, a princípio com espaço limitado para 40 pessoas (hoje cabem 220) e com a cozinha sob responsabilidade do chef Alessandro Bornie. Procurei aqui e encontrei o que escrevi à época (nas páginas e no site do falecido jornal O Estado do Paraná, não havia o blog ainda): "o cardápio trará os principais pratos da cozinha franco-suíça, com destaque para fondues, além de peixes e carnes nobres - avestruz e carnes de caça".
Não mudou praticamente nada nesses quase quatro anos. A não ser o chef, que pouco tempo ficou na casa, foi substituído por Raul Seraphico Ferreira Matos e depois pela própria Andréa Pleti, que é nutricionista por formação e que deu a estrutura definitiva ao cardápio.
Côngrio rosa com crosta de amêndoas do Petit Château.
Nesses anos de bons fluídos e crescimento, um dos principais destaques do Petit Château é o Côngrio Rosa com crosta de amêndoas, que é grelhado com crosta de amêndoas e molho de vermute e açafrão e vai à mesa acompanhado de purê de banana da terra e decoração de legumes. O prato custa R$45,00 e serve uma pessoa.
O Petit Château ainda oferece, além das carnes da proposta inicial, como javali, avestruz, pato e carneiro, o Festival de Fondue, servido de segunda a sábado e em promoção até o fim de fevereiro por R$49,00.

Restaurante Petit Château
Rua Manoel Ribas, 5039 - Santa Felicidade
Fone: (41) 3372-0003

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Filhote, salada de lulas e Brûlée de milho verde

Posta de filhote grelhada, com molho básico de tomate e farofa de banana da terra.
Finalmente um fim de semana um pouco mais folgado. Sem viagem no sábado, permitindo a inevitável incursão pelo Mercado Municipal para paquerar tudo o que há de bom por lá.
A política de casa nos últimos tempos tem sido dar uma geral no freezer. É que a gente vai comprando coisas e coisas, acumula e aí quando vê já tem mais de ano. Sem qualquer chance de aproveitar. Então, ainda no prazo de validade, vamos descartando o que temos e compondo os cardápios.
O belo se saboroso siciliano.
Foi a vez, agora, da posta de filhote. Separamos para descongelar junto com um pacotinho de lulas inteiras. Já tínhamos, portanto, os ingredientes principais para entrada e prato principal. Como havia uma receita de Creme Brûlée na fila de espera, fechamos as ideias.
Tenho o costume de pouco mexer em receita que executo pela primeira vez. A não ser quando prenuncio algum absurdo. Por isso, fui seguindo todas as indicações de uma receita de Salada de lula, que, à medida que ia executando, tinha a certeza que não daria certo. Pelo menos como salada. Mas fui em frente, segui as recomendações e quase rebatizei o prato como Sopa fria de lula e coco verde – tanto líquido restou. Foi nossa entrada, mas muito gostosa e curtida depois que reavaliamos a ideia de não ser bem uma salada convencional.
À essa altura já estávamos com o vinho na taça, um siciliano saborosíssimo, Terre di Ginestra. Harmonizou total.

Salada de lulas, maçã e coco fresco

Ingredientes:

1 dente de alho amassado
3 colheres (sopa) de amendoim torrado
2 colheres (sopa) de azeite
100 g de cebola picada
60 ml de coco fresco ralado para polvilhar
120 ml de leite de coco
600 g de lulas limpas, cortada em anéis
1 talo de capim-limão picado
1 maçã vermelha sem casca, ralada grosso
½ colher (sopa) de shoyu
100 g de pimentão verde picado
1 colher (chá) de sal

Modo de fazer:

Numa panela média, aqueça o azeite de oliva em fogo alto.
Adicione o alho e a cebola e refogue, mexendo às vezes, até a cebola ficar macia (cerca de 2 minutos). Retire do fogo.
Acrescente o pimentão, o sal, o shoyu, a maçã, o capim-limão e o amendoim e misture bem. Adicione a lula e cozinhe até ficar macia (cerca de 10 minutos).
Regue com o leite de coco.
Transfira para uma saladeira, cubra com filme plástico e deixe na geladeira por cerca de 1 hora.
Polvilhe com o coco ralado e sirva.

Rendimento: 4 porções.

Para o prato principal, o filhote, um peixe de água doce de carne muito consistente e saborosa. Chega até nós congelado (em postas e filés), em supermercados e lojas especializadas em peixes. Receita bem simples, básica, com o peixe grelhado na frigideira, acompanhado de um molho primário de tomates e de – aí um toque de charme – uma Farofa de banana-da-terra, também sem maiores dificuldades.

Posta de filhote grelhada com molho básico de tomate

Ingredientes:

1 posta de filhote
3 colheres (sopa) de azeite de oliva
3 tomates picados (sem pele nem sementes)
2 colheres (sopa) de cebola picada
Sal e pimenta-do-reino (moída na hora, de preferência)

Modo de fazer:

Aqueça 2 colheres de azeite em uma panela e refogue as cebolas até murcharem. Junte os tomates e refogue por alguns minutos, até que comecem a se desmanchar. Tempere com sal e pimenta e reserve.
Aqueça bem o azeite restante em uma frigideira antiaderente e ponha a posta de filhote para grelhar por 3 minutos. Vire do outro lado e grelhe por mais 3 minutos.
Retire e leve ao forno (180º) por 5 minutos para completar a cocção.
Sirva com um pouco do molho de tomate em cima, acompanhando com a Farofa de banana da terra.

Rendimento: 2 porções.

Farofa de banana da terra

Ingredientes:

3 bananas da terra em fatias
óleo para fritar
2 colheres (sopa) de manteiga
1 cebola picada
1 colher (sopa) de alho picado
6 colheres (sopa) de pimentão verde picado
pimenta dedo-de-moça picada
sal
1 xícara de salsa picada
1 xícara de cebolinha picada
500g de farinha de mandioca

Modo de preparo:

Corte as bananas em rodelas finas e leve-as para fritar em óleo quente, até que fiquem douradas. Escorra em uma peneira com papel absorvente. Despreze um pouco do óleo da frigideira em que foram fritas as bananas e acrescente a manteiga.
Refogue bem a cebola, o alho e, em seguida, a pimenta e o pimentão. Assim que tudo estiver bem refogado, volte com as bananas na frigideira e, aos poucos, coloque a farinha de mandioca.
Com o fogo apagado finalize com a salsa e a cebolinha. Ajuste o sal.

Rendimento: 6 porções.

Para a sobremesa, o tal Brûlée. Nada comum, de milho verde e gengibre. E com um incrível toque de capim limão.
Já estava na fila havia um bom tempo. Sou assim: vou navegando pela Internet e quando constato algum prato que me interessa, copio e colo num arquivo especial de lançamentos. Há centenas de receitas lá, aguardando inspiração e oportunidade de serem utilizadas e executadas. Com esse brûlée foi assim. Vi há tempos a receita do chef Marcos Sodré, do restaurante Sawasdee, de Búzios, um profissional que respeito e admiro e que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente quando andou por aqui ministrando curso naquele evento gastronômico que anualmente se realizava no Parque Barigui. Especialista em comida tailandesa, abriu aqui uma vertente de paladar que ainda não havíamos curtido.
Pois essa sobremesa era um desafio de bom tempo. Hoje chegou a vez. O mais complicado foi reduzir a receita para duas pessoas, que é o nosso contingente doméstico em dias normais. Complicado. Por exemplo? Qual é a metade de sete gemas? Não há meia gema e na dúvida fizemos com quatro. Deu certo.
Pela primeira vez queimei açúcar de confeiteiro no brûlée. Já havia feito com mascavo, refinado e cristal (o que mais gosto). Mas devo reconhecer que ficou interessante, também por agregar aquele sabor diferenciado que possui.
No resultado final, o gengibre e o limão encobrem um pouco o sabor do milho, mas é coisa para se corrigir.
Brûlée de milho verde e gengibre

Receita original de Marcos Sodré, do restaurante Sawasdee (Buzios – RJ)

Ingredientes:

500 ml de creme de leite fresco
300 g de milho verde ralado
7 gemas
3 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro
1 colher (sopa) de suco de limão
1 casca de limão ralada
2 colheres (sopa) de gengibre ralado
1 talo de capim-limão picado
Açúcar de confeiteiro para gratinar

Modo de fazer:

Coloque o creme de leite, o milho e o capim-limão numa panela e deixe ferver lentamente por 3 minutos.
Bata as gemas com o açúcar numa tigela até formar um creme leve.
Adicione o suco de limão, o gengibre e a casca de limão.
Coe a mistura do creme e adicione lentamente na mistura das gemas.
Cozinhe o creme em banho-maria até cobrir as costas da colher.
Distribua a mistura em ramequins e leve para refrigerar.
Na hora de servir, polvilhe o açúcar de confeiteiro e queime com o maçarico.

Rendimento: 5 porções.

Restaurante Sawasdee
Av. José Bento Ribeiro Dantas 422, Búzios (RJ)
Fone: (22) 2623-464

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Feijoada, paella, cassoulet, caranguejo... as atrações da mesa de sábado

Reaberta a temporada das feijoadas aos sábados. Os restaurantes dão uma segurada durante o período mais agitado do verão (acho que não é pelo calor, senão os cariocas nem chegariam próximos e eles adoram a qualquer dia do ano), quando diminui e número de feijoadeiros potenciais em Curitiba. Notadamente aos sábados, quando boa parte dos glutões desce para o litoral.
O buffet de feijoada do Mabu Royal & Premium Hotel.
Terminado o período mais intenso de férias, portanto, é natural que as feijoadas comecem a reaparecer em nossos principais restaurantes. Como a já consagrada Feijoadíssima do Mabu Royal & Premium Hotel, assinada pelo chef Jorge Marçal, que estará disponível a partir de amanhã (05/02), com música ao vivo. O prato é servido somente aos sábados e é acompanhado de um buffet completo, com arroz, couve, bisteca de porco, laranja, farofa, torresmo, linguiça, caldo de feijão, pão de queijo, saladas e diversas opções de sobremesas. O estacionamento com manobrista é cortesia do hotel. O valor individual da Feijoadíssima do Mabu é de R$42,00 (adicional de 10% pela taxa de serviço) e inclui mesa de aperitivos, buffet e sobremesas. O horário de atendimento é das 12h às 15h. Praça Santos Andrade, 830 – Centro. Fone: (41) 3219-6000.


Tradicional feijoada do Bar Curityba.
A tradicional feijoada do remodelado Bar Curityba, no Batel, conta com nova programação musical. Agora são duas bandas em cena a cada fim de semana. O Ed Jamaica trio, especializado em MPB, e a banda Jacarandá Brasileiro, voltada ao chorinho, garantem a trilha sonora durante toda a feijoada. Outra novidade é uma ampliação no horário do almoço, que ganhou uma hora a mais: agora vai do meio-dia até as 17h. Com custo de R$ 35,90 por pessoa, a feijoada do Bar Curityba é apresentada no sistema de buffet, com os ingredientes sendo servidos em panelas separadas. Para abrir o apetite, uma baiana oferece como entrada o acarajé, montado na hora, ao gosto do freguês. No bar, caipirinhas de frutas diversas também fazem parte do programa. Alameda Presidente Taunay, 444 – Batel. Fone: (41) 3018-0444.
 

Mas como nem só se feijoada vive o paladar do curitibano, o La Santa Birra, em Santa Felicidade, que a cada sábado apresenta um prato especial, executado pela chef Telma Souza. A atração de amanhã será a Paella Valenciana, com camarões, frango e linguiça portuguesa. Entrada e sobremesa são por conta da casa, que oferece várias sugestões de harmonização com as cervejas nacionais e importadas. Avenida Vereador Toaldo Túlio, 227 – Santa Felicidade. Fone: (41) 3042-7041.
Paella valenciana, puxando o cardápio do Gonzales y Garcia.
Paella valenciana também puxa o cardápio do Gonzales Y Garcia, com almoço servido a partir das 12h. Serve de três a quatro pessoas e custa R$ 58. O bar traz clássicos espanhóis além da paella, como carnes assadas na Parrilla e as caçarolas, com opções de bacalhau e camarão com alho no azeite de oliva. Entre as carnes, ganham destaque paleta e costeleta de cordeiro assados na parrilla - grelha ao estilo uruguaio com fogo à lenha. O cliente pode escolher exclusivamente o corte de paleta (a R$ 98) ou o de costeleta (R$ 60) ou ainda os dois juntos, no prato "cordeiro completo" (R$ 145). Esta carne está entre as especialidades do bar, que foi inaugurado no segundo semestre do ano passado. Rua Visconde do Rio Branco, 948 – Mercês. Fone: (41) 3053-9933.
 

No C La Vie – Vino! Batel a grande atração do sábado é o cassoulet com o legítimo sotaque francês pela concepção do chef Erick Jacquin. Ingredientes de origem, que comprovam a autenticidade do sotaque do prato, sem subterfúgios comuns encontrados em outras variações por aí. Além do cassoulet tradicional (R$ 44), há a paleta Asterix para duas pessoas (R$ 89), além do cardápio completo da noite.  Rua Comendador Araújo, 970 – Batel. Fone: (41) 3029-9988
 

E para quem quiser dar uma esticadinha no litoral, um programa gastronômico imperdível: a Festa do Caranguejo de Antonina. De hoje até domingo, é uma ótima pedida para um logo e curtido almoço de sábado, sem mais compromisso a não ser curtir a gula e a bela paisagem da baía entre uma garfada e outra.