sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A cerveja mais antiga do mundo

A empresa holandesa Heineken, uma das maiores cervejarias do mundo, pretende ganhar um contrato de licença para recriar a fórmula do que pode ser a  cerveja  mais antiga do mundo, encontrada em julho do ano passado, em um naufrágio no Mar Åland da Finlândia.

A origem da cerveja é indeterminada, mas estima-se que data dos anos 1820-1830. Os cientistas estão examinando o fermento de quatro garrafas de cerveja recolhidas dos destroços.  "Neste momento acreditamos que elas são as mais antigas cervejas engarrafadas no mundo que podem ser consumidas", disse Rainer Juslin, integrante do governo autônomo das ilhas Åland. Se o fermento na cerveja permanece vivo ou inativo, o governo pretende vender os direitos para recriar a cerveja. A única cervejaria de Åland, Stallhagen, está na "pole position" para produzir a cerveja antiga. No entanto, o CEO de Stallhagen, Jan Wennström, disse: "Se o fermento é usável e temos a fórmula, e se a demanda vai além de nossa capacidade (400 mil litros), então possivelmente iremos olhar para a Heineken, que manifestou interesse”.

A informação foi divulgada pelo site Just Drinks, www.just-drinks.com.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Manu virtual

Depois de muita espera e expectativa, está chegando o dia. No próximo dia 25 será inaugurado o Restaurante Manu, primeiro empreendimento gastronômico da chef curitibana Manu Buffara, um dos principais destaques da nova geração da cozinha brasileira. Mas enquanto não abre as portas, o Restaurante Manu já pode começar a provocar água na boca. A partir desta quinta-feira (13), o site oficial do empreendimento é para estar disponível na internet. O www.restaurantemanu.com.br foi desenvolvido pela Virtual Orb e conta todas as informações sobre o restaurante, além de ferramentas de interatividade e um blog da chef.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Angola, brie e figo para aproveitar o domingo

Galinha d'angola mediterrânea.
E lá se foi nosso último domingo de folga do ano. Pelo menos é o que imagino, perante a avalanche de eventos futebolísticos prenunciados por aí.
Então, se é assim, tudo o que tivemos de fazer foi aproveitar ao máximo. Com um belo e saboroso almoço, como em nossos melhores momentos.
Já havíamos planejado de véspera, tínhamos uma galinha d'angola (será que se eu chamar de capote, nome bem mais simpático, o pessoal vai entender de que se trata?), nem sei mais se era uma que a Jussara Voss tinha me mandado (ela é próspera fazendeira, criadora de coelhos, angolas, carneiros... e o que mais nem me lembro mais) ou outra que comprei ali perto do meu latifúndio, um cara que vende para hotéis e restaurantes do País inteiro. Iniciamos de véspera, portanto, o processo de descongelamento. E na manhã de hoje fomos ao básico passeio pelo Mercado Municipal. Aliás, dia dos mais complicados, pois quase todas as bancas, açougues e peixarias trabalhavam à meia mão-de-obra e o movimento estava no pique – como se a Curitiba de hoje se esvaziasse nas temporadas de praia e verão.
Mas tudo bem, ingredientes garantidos, vi uns figos fora de época e trouxe para uma definição posterior entre entrada e sobremesa. Com brie e vinho do porto, tanto faz, é só uma questão de açúcar ou não. Ficou para a sobremesa.
Galinha d'angola mediterrânea
Ingredientes:
1 galinha d'angola de aproximadamente 1kg
1 alho-poró em rodelas
1 cenoura em rodelas
1 talo de salsão em pedaços
1 folha de louro
1 dente de alho amassado
1 colher (sopa) de ervas aromáticas secas (alecrim, manjericão, tomilho e sálvia)
500 ml de caldo de galinha
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
sal e pimenta-do-reino (de preferência moída na hora)
1 pitada de açúcar

Molho

2 cebolas roxas picadas
2 colheres (sopa) de creme de leite
1 colher (sopa) de polpa de tomate
1 ½ colher (sopa) de alcaparras
1 colher (sopa) de azeite de oliva
1 xícara de vinho branco
½ colher (sopa) de vinagre de vinho branco

Modo de fazer:

Divida a galinha d'angola em quatro e refogue rapidamente no azeite. Despeje o caldo de galinha e tempere com sal, pimenta, o alho, o açúcar e as ervas aromáticas. Junte o louro, o alho-poró, a cenoura e o salão e cozinhe, tampado, por 20 a 25 minutos. (Achei que o tempo seria pouco e realmente era: cozinhei por quase 2 horas em fogo bem baixo, mas acho que até cabia mais tempo)
Enquanto isso prepare o molho. Aqueça o restante do azeite em outra panela (ou frigideira) e junte as cebolas, deixando até murcharem. Assim que estiverem levemente douradas, acrescente o vinho branco e o vinagre, tampe e deixe cozinhar por 10 minutos. Adicione a polpa de tomate e em seguida os pedaços da ave, deixando tomar gosto por cerca de 5 minutos.
Retire a carne da panela e mantenha aquecida, enquanto incorpora o creme de leite ao molho, deixando ferver por 3 minutos, em fogo baixo, mexendo freqüentemente. Junte finalmente as alcaparras enxaguadas e secas, regule o sal e derrame o molho sobre a carne.

Rendimento: 2 porções.

Decidimos fazer o figo de sobremesa. Com um brie que estava à beira do vencimento, ou seja, no seu maior potencial de sabor. Ficou delicioso!

Figos ao brie e Porto

Ingredientes:

4 figos maduros
4 colheres (sopa) de vinho do Porto
8 cortes em quadrado de queijo Brie
2 colheres (sopa) de açúcar (opcional, conforme o desejo)

Preparo:

Corte os figos ao meio, a partir do cabo, deixando-os na fruta.
Coloque os figos numa forma, com o lado cortado pra cima, e aperte gentilmente.
Coloque um pouco de Porto em cada figo. (Salpique com o açúcar, se desejar servir como sobremesa. Caso contrário, sirva como entrada)
Leve ao forno preaquecido, 180ºC, por 10 minutos, até que fiquem macios, mas sem desmanchar.
Retire do forno e coloque um quadrado de Brie em cada metade.
Deixe descansar por 2 a 3 minutos, no forno desligado.

Rendimento: 2 porções.

Pois agora estamos sem domingos para o restante do ano, imagino. Mas nem por isso deixaremos de investir em novos experimentos. Afinal, comer bem é o menor dos pecados.