Dias gelados em Winnipeg, mas de muito calor humano no convívio familiar. E de vez em quando umas escapadas para comer alguma coisinha. Como a casa de panquecas do Forks, o principal ponto turístico da cidade, onde há uma pista de patinação no gelo e outra para a prática do snowboard. Aquele gelo lá fora e a turma se divertindo. Brrrrr!
E nós lá dentro, apreciando as panquecas. Com suco de tomate (quanto tempo sem tomar, no Brasil a gente nem se lembra disso) e uma panqueca das grandes, de cebolas, pimentões e cogumelos. Panqueca aberta, tudo bem, é um estilo. Saborosa.
Ao mesmo tempo veio o que eles também chamam de panqueca, mas tem muito mais a ver com a platzka (ou platzki) que os polacos trouxeram para o Brasil. São seis, com duas tiras de bacon (inevitável, né?) e um creme azedo delicioso.
Mas o must veio na sobremesa, uma Panqueca de noz pecã, com chantilly e, claro, calda de maple syrup por cima.
Já serviu como inspiração pelo menos para suprir o silêncio de uma semana inteira sem qualquer ação aqui nesse blog. Mas é que as comunicações estavam um tanto complicadas e as atividades tomando conta de todos os dias.
Tem mais comida pela frente, inclusive um inesquecível jantar no Resto Gare, com carne de bisão como prato principal.
Uma conversa saborosa com quem aprecia as boas coisas do pecado da gula. Jornalista esportivo e chegado às coisas do fogão.
Mostrando postagens com marcador viagens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador viagens. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Sabores, textura e simpatia, o agradável astral do Limonn
![]() |
| Ovo frito com basturmá e portobelo sautée |
Vamos lá, pois, até mesmo pela coincidência de estarmos hospedados em um hotel a três quadras dali.
Limonn significa limão, em armênio, o idioma de origem da família do jovem chef Christian Burjakian, com experiência em cozinhas da Itália e passagem, no Brasil, pelo crivo de expoentes como Alex Atala, Salvatore Loi e Erick Jacquin.
![]() |
| A fachada do Limonn, com a copa do limoeiro se destacando acima da parede. |
Reserva confirmada, chegamos cedo, pegando a casa ainda com pouco movimento. Havia a possibilidade de aderirmos ao menu-confiança, mas decidimos pelos pedidos individuais, até mesmo pela curiosidade com alguns dos pratos inseridos no cardápio. Como o Ovo frito com basturmá e portobelo sautée (R$ 13). Basturmá (ou basturmã, conforme a interpretação de origem) é uma carne maturada com especiarias e envolta em cominho, que adquire um sabor bem concentrado e específico. Isso, claro, descobri ao experimentar essa entrada, que vem com o ovo frito de gema mole e os saborosos cogumelos salteados. A combinação de sabores e texturas é muito interessante e aguça o apetite.
Graça, de sua parte, pediu Lascas de bacalhau com tapenade de azeitonas e tomate assado (R$ 22). Elogiou.
A essa altura já estávamos dividindo um belo vinho português, um douro, Quinta do Penedo do Salto 2007, Reserva, recomendado pelo sommelier da casa dentre os tantos rótulos que garantiram ao Limmon os prêmios consecutivos de Melhor Carta de Vinhos em 2009 e 2010, conforme a revista Prazeres da Mesa.
Pratos principais. Graça ficou com um Tortellini recheado com queijo de cabra e pistache ao pomodoro e basílico (R$ 38). Tirando o pouco a mais de queijo no recheio (ela não aprecia pratos muito gordurosos e cultua o equilíbrio entre massa e recheio), passou com boa nota.
Coincidentemente também fui na combinação de pistache e queijo de cabra, mas para o lado das carnes. Pedi um Lombo de cordeiro em crosta de pistache com risoto de queijo de cabra (R$ 46).
Perfeito. Crocante por fora, a carne estava macia, rosada e suculenta, bem escoltada pelo sabor delicado com risoto.
Como sempre fazemos, decidimos dividir a sobremesa. Entre algumas tradicionais, como petit gâteau, fondant, torta de limão (embora, pela referência da casa essa deva ser mais do que especial), bavarois ou cheese cake, escolhemos a Trouxinha de beijinho quente ao mel de tartufo bianco com sorvete de paçoca (R$ 16), uma massa leve como uma panqueca, envolvendo o doce e regada com o mel, acompanhada do sorvete cremoso de amendoim.
Adorei o toque da trufa, mas a Graça nem tanto – ela não é muito chegada em trufas ou pelo menos nos desdobramentos de seus sabores.
E aí veio uma surpresa, um carinho do chef: Pirâmide de chocolate meio amargo.
A pirâmide com paredes de chocolate tem em seu interior a massa delicada e úmida que se desmancha na boca. Por fora, na decoração da cobertura, lascas de folha de ouro. Grand finale!
Christian Burjakian aguardou para conversar conosco quando estávamos para nos despedir da casa. Simpaticíssimo, como era de se esperar pelas tantas positivas informações que havíamos recebido.
![]() |
| Christian Burjakian e o limoeiro: simpatia e competência. |
É lugar de se retornar sempre, em nome do comer bem.
Limonn
R. Manuel Guedes, 545 - Itaim Bibi (São Paulo)
Fone: (41) 2533-7710
Site: www.limonn.com.br/
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Traíra sem espinha. Eu comi
Jamais imaginaria. Por razões profissionais fui parar em Lagoa Santa, uma cidade que nem me passava pela cabeça existir. Está ali, colada ao Aeroporto de Confins, ao lado de Belo Horizonte. Como nossa atividade não era na capital mineira, mas sim para o outro lado, o hotel reservado era ali. E já me muni de inúmeros arquivos no pen drive, para preencher os possíveis momentos de isolamento no hotel quando não estivesse trabalhando.
Minhas suposições estavam erradas, felizmente. O hotel não era um daqueles no entorno do aeroporto, mas o principal da pequena Lagoa Santa, uma simpática cidade ao lado da própria lagoa – com uma pista de 7 km em sua volta para corridas ou caminhadas – belíssima paisagem durante o dia inteiro, mas especialmente ao nascer do sol.
E num daqueles cantos da lagoa, restaurantes e barzinhos, um ao lado do outro, oferecendo petiscos dos mais diversos a pratos consolidados, entre churrascos, pizzas e pratos de sotaque mineiro. Dentre eles, a "Traíra sem espinha" – e vários deles ali se orgulham de fazerem a melhor. Traíra é um peixe de água doce, mas não de água corrente. Cria-se em lagoas e marca por ter espinhos demais, dificultando o consumo de sua macia e saborosa carne. É de se imaginar que antigamente havia muita traíra naquela enorme lagoa e que a origem do prato possa ter vindo dali. Mas há tantas citações de origem, em cada recanto de Minas Gerais e até mesmo no interior de São Paulo que é melhor nem pensar em entrar nessa discussão.
E veio a tal traíra. Lamentei não estar com minha máquina fotográfica (jamais imaginaria haver possibilidade de interesse em alguma comida dali) e tirei a foto com o celular, daí ter ficado meio azulada.
O peixe é delicioso, vem aberto, sem a espinha (mas sempre sobram alguns espinhos, bem poucos mas sobram) e empanado no fubá, acompanhado apenas de algumas rodelas de tomate e gomos de limão (tem o prato completo, mas pedimos a forma aperitivo). Perguntei para o garçom se a traíra era dali mesmo ou de alguma lagoa próxima (afinal, ali perto tem uma cidade chamada Sete Lagoas) e, para espanto geral da turma à mesa, disse vir de Manaus ou da Argentina. Coméquié?
Seja como for, fica a dica: "Traíra sem espinha" em Lagoa Santa. Vale a pena experimentar.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Mas que pizza é esta?
Viagem para Strasbourg, o lado da França que eu ainda não conhecia. Nos preparativos para o bate-e-volta e já no TGV, pesquisas e planos sobre o que fazer e o que comer. No fazer, o passeio de barco pelo rio em torno da cidade antiga - La Petite France - e a inevitável visita à fantástica Notre Dame (na comparação, só vi igual em Colônia, na Alemanha).
No cardápio obrigatório, Tarte Flambée, prato caractarístico da Alsácia. Pois bem, fomos deixando, deixando, fizemos uma bela refeição (depois vou postar aqui) e nas caminhadas pela cidade o que me intrigava era que em toda parte tinha gente comendo pizza ou alguma parente próxima, pois havia também formatos quadrados da massa.
Pizza em Strasbourg? Ah, santa ignorância!
Corremos tanto, o tempo ficou curto e quando pensamos em comer a tal Tarte Flambée as portas já estavam se fechando e era hora de pegar o trem de volta. Foi então que descobrimos que a tal pizza de toda parte era a torta, com processo semelhante ao da pizza, mas com diferença na cobertura. Em vez de molho de tomate, creme de leite batido, cebolas e bacon para a receita clássica. E dai, como na pizza, centenas de variações.
Pizza, pois sim!
No cardápio obrigatório, Tarte Flambée, prato caractarístico da Alsácia. Pois bem, fomos deixando, deixando, fizemos uma bela refeição (depois vou postar aqui) e nas caminhadas pela cidade o que me intrigava era que em toda parte tinha gente comendo pizza ou alguma parente próxima, pois havia também formatos quadrados da massa.
Pizza em Strasbourg? Ah, santa ignorância!
Corremos tanto, o tempo ficou curto e quando pensamos em comer a tal Tarte Flambée as portas já estavam se fechando e era hora de pegar o trem de volta. Foi então que descobrimos que a tal pizza de toda parte era a torta, com processo semelhante ao da pizza, mas com diferença na cobertura. Em vez de molho de tomate, creme de leite batido, cebolas e bacon para a receita clássica. E dai, como na pizza, centenas de variações.
Pizza, pois sim!
Moules frites
Sei disso, o prato original é belga, mas acho que tem tudo a ver com Paris ao ar livre.
Então, enquanto dávamos uma volta por Montmartre, fizemos um pit stop em meio aqueles tantos pintores e retratistas que lá se encontram e pedimos Moules frites acompanhadas de um copão da cerveja 1664 para aplacar o forte calor do verão parisiense.
Estavam ótimos os mariscos, com um suave molho cremoso à base de vinho branco. O que nunca entendi nesse prato é a função das fritas (acho que não combinam). Mas quem sou eu para discordar da gastronomia deles?
Então, enquanto dávamos uma volta por Montmartre, fizemos um pit stop em meio aqueles tantos pintores e retratistas que lá se encontram e pedimos Moules frites acompanhadas de um copão da cerveja 1664 para aplacar o forte calor do verão parisiense.
Estavam ótimos os mariscos, com um suave molho cremoso à base de vinho branco. O que nunca entendi nesse prato é a função das fritas (acho que não combinam). Mas quem sou eu para discordar da gastronomia deles?
sexta-feira, 2 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Escaldante Paris
Dificilmente me acerto quando venho a Paris no verão. Em outras vezes, incluindo a Copa do Mundo de 1998 (quando o trabalho me permitiu o sacrifício de passar dois meses por aqui), vim preparado para um superverão e tive de ir às compras, pelo menos de alguns moletons. Agora imaginei dias um tanto mais frescos, pois o pique do verão é no fim do mês, virada para agosto. Pois ontem, na chegada, até que estava razoável, uns 27 de máxima. Mas hoje ligaram o forno ambiental e o termômetro chegou a 34, com sensação térmica de alguns bons graus a mais sob o sol.
O jeito, então, foi partir para cerveja e saladas. Lembrei-me de um Bar à Bieres onde fui pela primeira vez com o Irapitan Costa, na época do mundial. E mais cervejeiro que ele, impossível. Fica ali na Praça da Bastilha e se chama Falstaff. O meu registro favorável não era pela cerveja e sim pela boa comida. Que, comprovadamente, continua com a mesma qualidade.
Duas saladas na mesa 17! Uma era das recomendações do quadro negro, dos pratos do dia: Salade perigourdine.
Como o nome sugere, a base da salada e o pato, aqui em três diferentes experimentos: rillete, saucisse e um maravilhoso patê de foie, macio, daqueles de se desmanchar na boca. Na base, alface frisée, tomates, ovos cozidos e um delicado molho de mostarda. E algumas fatias de crocantes torradas de broa.
A outra salada é uma daqueles do cardápio fixo da casa, a Salade d'Ocean.
A mesma base de frisée com tomates, com minúsculos camarões, mariscos e salmão defumado, com fatias torradas de pão integral e limão siciliano (que aqui em Paris eles chamam de limão argentino).
Refeição leve e completa, bem ao jeito do dia de calor que passamos aqui.
O jeito, então, foi partir para cerveja e saladas. Lembrei-me de um Bar à Bieres onde fui pela primeira vez com o Irapitan Costa, na época do mundial. E mais cervejeiro que ele, impossível. Fica ali na Praça da Bastilha e se chama Falstaff. O meu registro favorável não era pela cerveja e sim pela boa comida. Que, comprovadamente, continua com a mesma qualidade.
Duas saladas na mesa 17! Uma era das recomendações do quadro negro, dos pratos do dia: Salade perigourdine.
Como o nome sugere, a base da salada e o pato, aqui em três diferentes experimentos: rillete, saucisse e um maravilhoso patê de foie, macio, daqueles de se desmanchar na boca. Na base, alface frisée, tomates, ovos cozidos e um delicado molho de mostarda. E algumas fatias de crocantes torradas de broa.
A outra salada é uma daqueles do cardápio fixo da casa, a Salade d'Ocean.
A mesma base de frisée com tomates, com minúsculos camarões, mariscos e salmão defumado, com fatias torradas de pão integral e limão siciliano (que aqui em Paris eles chamam de limão argentino).
Refeição leve e completa, bem ao jeito do dia de calor que passamos aqui.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Pelos vinhedos do Chile
O Espaço Gourmet Gastronomia prepara para abril de 2010 mais uma viagem para os amantes da boa mesa. Desta vez os destinos são as vinícolas chilenas. O chef Márcio Silva, diretor do Espaço Gourmet, será o anfitrião deste tour, que inclui visitas aos vinhedos, degustações acompanhadas de enólogos e refeições típicas harmonizadas com os vinhos. A partida está marcada para o dia 21 de abril e interessados de todo o Brasil podem realizar a inscrição. A viagem começa na Vinícola Miguel Torres, em Curico, com degustação e almoço incluídos. A vinícola San Pedro também entra no roteiro. No dia seguinte, na cidade de Santa Cruz, o destino é a Vinícola Montgras (foto) e a degustação dos variados vinhos está incluída. Após o almoço no Hotel Santa Cruz Plaza, será realizada a visita à Vinícola Montes, com degustação que encerra o roteiro enogastronômico. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.espacogourmetgastronomia.com.br ou pelo telefone (41) 3019-0437.
Assinar:
Postagens (Atom)























